22 de novembro de 2011

Bilhetes

Depois que a L. começou a escrever, a quantidade de bilhetes, lembretes e cartões aumentou consideravelmente aqui em casa.

Ler o que ela escreve é, às vezes, um exercício criativo. Me divirto com as infinitas possibilidades ortográficas de uma palavra. Às vezes levo um tempo para processar a informação e entender o que ela quis dizer. “Çandoixe” foi uma das que mais gostei.


As “escrevinhações” vão surgindo: listas de lanche e de piquenique, carta para os amigos, pedidos de brinquedos, provocações para o irmão e até broncas para mim (o coraçãozinho é só enfeite).


Uma das (muitas) coisas boas dessa nova habilidade é a co-responsabilidade na hora de pedir.

Pedir coisas para a mãe é a coisa mais fácil, né?
Você está lá, concentrada ou em meio a alguma tarefa e vem sempre alguém: "mãe, faz isso?; mãe, conserta aquilo?; mãe...".
Agora, uma das respostas possíveis é: “Sim faço, mas agora estou ocupada, não posso. Faz um bilhete para eu não esquecer?”. Muitas vezes nem preciso dizer, ela já vem com o bilhete pronto.