25 de setembro de 2014

Feira

 
Ir à feira é daquelas coisas que me alimentam a alma.

Me divirto ouvindo as brincadeiras dos feirantes, negocio o valor da frutas mais caras, ganho brindes do verdureiro por ser freguesa cativa (1 maço de cheiro verde, 1 repolho roxo...),

Me perguntam como vão as crianças e dizem “lembra quando você vinha com eles amarrados no pano?” (época em que minha coluna aguentava um bebê de 10kg no sling por hoooras.).

Escuto trechos de conversas entre compadres contando a vida um para o outro; a senhora reclamando que a laranja aumenta a sua diabete; os casais mais idosos andando devagar, um ajudando o outro; o feirante perguntando para a freguesa estrangeira como é que se diz “verduras frescas” (fresh vegetables, ela diz).

Vou andando, escolhendo legumes e verduras enquanto rio sozinha.

Semana passada fiz feira debaixo de chuva. Vesti minha jaqueta impermeável e lá fui eu feliz da vida. Faz bem andar na chuva – e ir à feira também.