21 de maio de 2014

Choveu pedra


Gosto de observar tempestades, não tenho medo de trovões nem de raios (desde que esteja bem protegida, é claro). Coisas que aprendi com meu pai. Ele nos ensinou a ver a beleza do reflexo dos raios nas nuvens – apesar dos barulhos às vezes assustadores.
Por outro lado, minha avó até hoje, a cada raio, exclama assustada: “Ai, minha santa Bárbara!” – e eu, desde criança, acho isso engraçado.

Se raio e trovão é legal, chuva de granizo então, é o máximo, ainda mais numa época tão atípica como o Outono.
A gente corre para ver e fica se espantando: “olha o tamanho daquela pedra! Olha aquela outra! Uau, olha quantas!”

A chuva deste fim de semana foi forte e “cobriu” de gelo alguns pontos da cidade. No dia seguinte ainda havia gelo acumulado em alguns locais.

A natureza se fez presente com força -- talvez reclamando dos mal-tratos, talvez querendo dizer para sermos mais atentos a ela ou... talvez não querendo dizer nada (mas, de minha parte, acho que ela sempre tem algo a dizer).

Ventou, caiu água e gelo. As folhas foram para o chão.

...

Para mim o que ficou de mais forte após a chuva foi o cheiro. O cheiro das folhas maceradas pelas pedras de gelo, arrancadas dos galhos, forrando calçadas e ruas, camuflando carros.

Depois do toró passamos perto de um local com muitos eucaliptos e o ar era uma delícia. Fresco, limpo e com aroma de eucalipto. Uma névoa saindo do meio das árvores. Coisa boa.
O cheiro invadiu o carro fechado. Bastou esta deixa para que abríssemos as janelas e deixássemos o ar e o perfume entrarem sem barreiras.

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Enquanto isso eu, a mãe-natureba, dizia: “Respiiira pessoal! Puxa o ar que eucalipto é ótimo para os pulmões!”
Inalação in natura. :oP