19 de setembro de 2013

Panetone, já?!

Será normal sentir um nó no estômago ao avistar uma pilha de panetones num hipermercado no meio de setembro?

Pois foi exatemente isso que senti ao ver o produto esta semana durante uma compra.

O nó no estômago foi por diversos motivos: irritação com a precocidade da oferta e com estratégias de venda inadequadas que nos tratam como bobos (interpretação minha, eu sei, mas foi assim mesmo que senti), a sensação de que o ano já vai chegando ao fim (mas já?!), angústias pessoais em relação ao tempo que voa... e por aí vai.

Uma coisa tão simples me despertou sentimentos (negativos) diversos. Eu sei que esta foi  a minha leitura, o meu contexto, mas me incomodou muito ver aqueles panetones ali.

Na verdade, o panetone foi apenas o bode expiatório da vez: o que me incomoda mesmo é a pressa sem fim do mundo -- com a qual eu tento lidar da melhor maneira afinal estou aqui também, né?

Detalhe: eu a-do-ro panetone e aquela marca é a minha preferida, mas a falta de timing na oferta me causou reação inversa, em vez de pensar “Oba! Panetone!” e pegar um, eu desviei o olhar e fiquei remoendo sensações ruins.

Para mim a estratégia de venda marcou gol contra, mas eu posso estar sendo muito rabugenta e pode não ser assim com a maioria – de qualquer forma, provavelmente só vou comprar um deles lá para novembro.